França avança em proposta para proibir redes sociais a menores de 15 anos e segue movimento iniciado pela Austrália
A França deu um passo importante no debate global sobre o impacto das redes sociais na infância e adolescência, ao aprovar na Assembleia Nacional um projeto de lei que restringe o acesso de menores de 15 anos às plataformas digitais. A medida, no entanto, ainda não é definitiva: o texto segue agora para análise e votação no Senado francês, última etapa antes de virar lei.
A proposta conta com o apoio do presidente Emmanuel Macron e tem como principal objetivo proteger crianças e pré-adolescentes dos riscos associados ao uso precoce e excessivo das redes sociais, como ansiedade, comparação social, cyberbullying e exposição a conteúdos inadequados.
Se aprovada também pelo Senado, a lei deverá obrigar plataformas como Instagram, TikTok, Snapchat e outras redes populares a implementar sistemas eficazes de verificação de idade, impedindo o acesso de usuários abaixo da idade mínima permitida.
Um debate que ganha força no mundo
O avanço francês acontece em um contexto internacional cada vez mais atento à saúde emocional de crianças e adolescentes no ambiente digital. A Austrália foi o primeiro país a adotar uma medida ainda mais rígida, ao aprovar, no fim de 2025, uma lei que proíbe o uso de redes sociais por menores de 16 anos.
No caso australiano, a legislação responsabiliza diretamente as empresas de tecnologia, que podem sofrer multas milionárias caso não impeçam o acesso de crianças e adolescentes às plataformas. A decisão colocou o país no centro do debate mundial sobre regulação digital e proteção da infância.
O que muda na prática?
Na França, caso a proposta seja confirmada pelo Senado, o governo pretende que a regra entre em vigor no próximo ano letivo, com foco não apenas na proibição, mas também na responsabilização das plataformas, e não das famílias.
Especialistas apontam que o maior desafio será a implementação tecnológica da verificação de idade, sem violar direitos como privacidade e proteção de dados. Ainda assim, o projeto é visto como um marco simbólico na tentativa de frear os impactos negativos das redes sociais sobre os mais novos.
Um alerta para pais, igrejas e educadores
Esse movimento internacional reforça uma verdade importante: corações em formação precisam de cuidado, limites e direção — inclusive no ambiente digital. Mais do que proibir, o debate convida famílias, igrejas e educadores a refletirem sobre como orientar crianças e pré-adolescentes a viverem a fé também no mundo online, com sabedoria, equilíbrio e responsabilidade.








